MENSAGENS

segunda-feira, 16 de junho de 2008





Conheça a lenda da gralha-azul e saiba por que ela é conhecida como ave-símbolo do Paraná.

A gralha-azul

Há muitos e muitos anos, num lugar bem distante, havia uma imensa floresta, com milhares de gigantescos pinheiros (Araucária Angustifólia).
Eram árvores belíssimas, em forma de cone, muito, mas muito altas. As araucárias produziam todos os anos muitos frutos, chamados pinhão, os quais nasciam dentro das pinhas, que têm um formato arredondado, eram espécies de ninhos (casas) para os pinhões crescerem.
Quando as pinhas já estavam no tamanho ideal, começavam a amadurecer e, então, já maduras, abriam-se, e os frutos, os pinhões, com a ação do vento, começavam a cair no chão. Lá ficavam, espalhados na superfície do solo, e serviam de alimento para todos os pássaros e animais que habitavam aquela floresta. Também serviam de alimento para as pessoas que os comiam, assados ou cozidos.
Mas, entre os pássaros, havia um, somente um, que agia de maneira diferente: era a gralha-azul, pássaro de rara beleza, de cor azul anil, com algumas manchas escuras e um canto diferente, habitante contumaz dos pinheirais. A gralha-azul recolhia os pinhões que caíam no chão e os levava para outros lugares mais distantes.
Ali cavava com seu bico um buraquinho no chão e enterrava o pinhão, e novamente repetia a proeza.
Assim, a gralha-azul plantava a cada ano dezenas e dezenas de pinheiros que, com o passar do tempo, transformavam-se em belas e formosas árvores, como sua árvore-mãe. Tudo graças à gralha-azul, que ficou sendo conhecida em todo o mundo como símbolo da terra dos pinheirais.

( Renato Adur )

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